Visitantes

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Adoro a maneira ardilosa que o meu pai articula peças e constrói um filme, onde é ele sempre a vítima e os outros são os vilões que enganam, traem, têm amantes e outras coisas mais. A sério é digna de um Oscar esta capacidade de, perante situações banais, elaborar uma teoria complexa mas sempre maléfica. Além disso prefere dar ouvidos a pessoas de fora (acerca de temáticas que muito pouco têm de verdadeiras) do que às pessoas que o querem bem. E eu a pensar que esta fase cinematográfica tinha terminado, mas não. Continua a ser exactamente igual. O problema dele é o tempo livre que tem para pensar em besteiras. Depois diz-me as coisas a mim, na tentativa de me confundir e virar-me contra a minha própria mãe, aquela pessoa que sempre, sempre me apoiou e deu a mão em momentos mais tristes. Ela pode ter defeitos (como toda a gente) mas sempre este do meu lado, quando o meu pai me tratou mal, quando não acreditou/confiou em mim. Ajudou-me sempre. Como posso eu virar as costas a alguém que, desde que eu nasci, me conduziu e me fez crescer? Como posso eu não acreditar numa pessoa que me secou e deu colo? e que acreditava em mim quando mais ninguém acreditava?
O meu pai tem de se convencer que não é manipulando que vai ter-me do lado dele. Ele tem de perceber que assim só me afasta. A sério afasta-me bastante, porque cada vez mais tenho menos respeito por ele. Apesar de gostar muito dele (e é isso que me faz sofrer mais), não posso ficar do lado de uma pessoa que, volta e meia, me puxa o tapete e me faz cair. Se isto for uma tentativa para me dissuadir do que é que seja, acredita não vale a pena. Quanto menos queres, mais me dás força para querer mais.
No fim de contas fico triste por saber que está tudo igual. Continuas igual. Acho mesmo que devias ser analisado por um psicólogo. Não estou a brincar, acho mesmo que tens uma espécie de delírio paranóide, quiça aí escondido está uma perturbação de personalidade paranóide. Hoje prevejo uma grande discussão cá em casa. Estou mesmo a ver.


ps- hoje estás naqueles dias que tens de pegar com tudo. Até pegaste com a conta do telefone. Exaltaste-te quando viste que a data limite era dia 13 de Fevereiro. O que não deste conta é que hoje ainda é dia 6. Como não conseguiste pegar por aí, resolveste pegar na história dos croassants, ou seja, ficaste com o pêlo levantado só porque a minha mãe comprou ontem três croassants em vez de quatro. O que não te lembras é que aqueles croassants não fazem o teu género. E pronto como eu nem resposta te dei (desculpa não ter dado luta), resolveste dizer-me aquelas coisas todas, numa tentativa de me confundir e manipular. E por fim ainda me sugeres para fazer uma coisa pouco ortodoxa. Como é que um pai sugere à filha para fazer uma coisa que não é moralmente aceite? Como?

Depois de um pequeno almoço delicioso o que é que resolvi fazer? exercitar o corpo e a alma. Assim sendo vinte minutos de bicicleta, alongamentos e 200abdominais (e acreditem... eu os contei-os). Agora é hora de almoço e toca a comer uma coisa soft para compensar o pequeno-almoço, ou seja, o menu de hoje é pescada, batatinhas com pele (que adoro), couves e cenoura - tudo cozido e delicioso que termina com um fio de tesouro dourado, que é como quem diz um fio de azeite.

Pequeno-almoço fantástico proporcionado pela mamy.
Croassant quentinho e café.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Vi, gostei moderadamente, mas não surpreendeu nem um pouco.
Está fraquinho, apenas o Ryan escapa.

Jantar à minha medida:


Como eu adoro cereais com iogurte. Pronto é meio que insano mas eu prefiro isso a comidas muito elaboradas. E para rematar uma pêra. Sou feliz com pouco, muito pouco.
Hoje o dia começo solarengo e acabou meio fusco. Fiz os recadinhos que tinha planeado, tendo tido ainda tempo para fazer um agrado ao amor. Estou feliz. Adoro agradar-te.
Hoje acordei bem disposta, tomei o meu pequeno-almoço (minha refeição predilecta), fiz a minha ginástica matinal, preparei-me, calcei os sapatos e let's walk. Pois é, nesta manhã de frio rigoroso, resolvi dar uma voltinha a pé e visitar os meus queridos avós. Devo dizer que foi relaxante sentir o frio na cara e os raios de sol a iluminar o caminho.
Agora espero o brother para começar a tarde em beleza. Mas antes disso, tenho o almoço à espera.