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quarta-feira, 7 de março de 2012


Pode parecer estúpido, mas às vezes tenho dificuldade de sentir a plena felicidade se vir alguém que me é muito próximo que não esteja assim. Custa-me saber que algo de bom vai acontecer na minha vida, mas que na de outra pessoa isso não vai acontecer, mesmo sabendo que em momentos que eu não estava tão bem essa pessoa estava bem. Confuso? pois até para mim. O mais estúpido é que eu sei que este raciocínio não faz muito sentido, porque uma coisa é a minha vida e outra é a vida dos outros. Tenho de encaixar que também tenho direito de ter bons momentos na minha vida, tal como as outras pessoas e não me posso sentir mal se essas pessoas não sentem a mesma felicidade ao mesmo tempo que eu. Por outro lado, também tenho de entender que existem momentos em que essas pessoas estão felizes e eu não estou, e isso não as impede de serem menos felizes. Assim tenho de deixar de viver em demasiado a vida dos outros e aproveitar os bons momentos da minha sem me sentir culpada.
Desculpem lá este pequeno desabafo paranóide.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012


Há momentos, como os de hoje, que apetece deprimir, chorar, mandar tudo para as urtigas e virar as costas àquilo que conquistámos. Hoje, acreditem, foi um desses dias. Apeteceu-me explodir, depois de ser achincalhada mais uma vez. É triste tentarmos fazer sempre as coisas da forma melhor que conseguimos, mas nunca estão satisfeitos com isso. Se calhar se isto tivesse acontecido noutro dia até poderia ter levado na desportiva, sei lá, podia não ter levado tão a peito. Porém teve de ser hoje, hoje. Hoje não poderia ter sido. Ando naquela fase em que só queria sossego e tranquilidade, queria que me deixa-se em paz no meu canto. Ando sensível, e como tal fico triste e magoada com facilidade. E pronto foi o que aconteceu. Já dizia o outro "sou presa por ter cão como por não ter". Tudo o que faço está sempre errado, por mais que tente fazer o melhor para mim e para os outros. Nunca nada está bem.
Felizmente tenho quem me pode amparar a queda, me deu a mão e me olhou firmemente. Não disse nada, nem era preciso, porque tudo aquilo aqueceu o meu coração magoado, me deu força para tentar completar mais uma etapa. Depois apanhei ar, ri um pedaço e sai desta realidade pesada e frustrante. Foi uma espécie de fugidinha, mas como todos os bons filmes, chegou ao fim e tive de voltar ao real, mais forte é certo.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Estive com uma mulher(*) (ia escrever senhora, mas isso era mentir) que estava toda indignada porque o cozinheiro da empresa onde ela também é funcionária apresentou uma queixa-crime contra ela por ela lhe ter chamado "paneleiro". Eu limitei-me a dizer que no lugar dele teria feito exactamente a mesma coisa. Ui o que eu fui dizer... Ela quase que saltava para cima de mim. Disse-me que se ele é paneleiro, não tem mal nenhum chamar-lhe. Eu só lhe disse que há formas e formas de se dizer as coisas. E, usando esse termo pejorativo, é óbvio que o intuito era insultar. E como tal, ele tem todo o direito de apresentar queixa contra ela, alegando sexismo. No meio desta conversa, ela acha que ele está totalmente errado e deveria pensar que ela é uma senhora de família com uma filha e que não podia ficar com cadastro. E eu pergunto "para isto já é senhora? então e continua a ser senhora quando oferece porrada ao senhor?". E mais, ela está toda indignada porque uma senhora, à qual já teve um atrito com o senhor, vai testemunhar a favor dele, visto que anteriormente já tinham discutido. Então vamos lá ver uma coisa esta testemunha apenas vais contar o que aconteceu. Vai contar a verdade, logo se a verdade foi esta então temos pena. Mas esta senhoreca de quinta categoria queria que a testemunha não contasse a verdade. Bem... surge aqui alguma incoerência, dado que para umas coisas quer ser tratada como senhora e para outras já é uma cobarde, falsa e mentirosa.
Por favor... ela só teve o que merece, além disso eu até batia palmas se fica-se registado no registo criminal em letras bem gordas e sublinhadas a marcador amarelo este episódio. Adorava. É que as pessoas têm de se consciencializar que sexismo é uma forma de discriminação e discriminação é CRIME. Eu repito C-R-I-M-E. Entendam gente. Cada pessoa é livre para escolher o clube de futebol, a religião, a cor do carro, a profissão e a orientação sexual. É complicado perceber? Mas que raio de pessoas são aquelas que não entendem isto. Será difícil? Oh gentinha mais fechada. Somos livres para escolhermos quem amamos... há quem prefira pessoas louras, morenas, ruivas, homens, mulheres... é uma decisão de cada um... é da natureza de cada um...
Open Mind.


(*) eu já não gostava dela... então agora? Mas penso que, a partir de hoje, passou a ser reciproco. Então ela ainda tem a lata de dizer "ai o meu homem está para lá em África, qualquer dia aparece-me ai com uma preta e com um mini café com leite. A gente não está livre que nos enfeitem a testa. Os homens são assim, dados ao reboliço". E eu a pensar também com uma cabra destas como mulher não me admira nada. Além disso ainda chama "carinhosamente" a sua filha como "BOLA REDONDA". Querem mais? À uns anos a traz andava ela e o marido a tratar dos papéis para adoptar um menino, sendo que o processo já estava na fase final onde até já tinham contacto com o miúdo e ele já vinha a casa deles passar fins de semana, ou seja, a relação pais-criança já estava desenvolvido, o vinculo seguro já estava consolidado. Eis se não quando ela sabe que está grávida de uma menina... E sabem o que é que aquele casal fez? Desistiram do processo adoptivo, isto é, renegaram uma criança que já os considerava pais. E esta hein? Dá para perceber que sensibilidade e tolerância não fazem, de todo, parte do dicionário desta vaca... desculpem desta pessoa... pessoa também não é o termo... desta coisa.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Odeio ter um pai que tem a capacidade de me desmotivar, colocar para baixo e me deixar triste e com lágrimas nos olhos. Ele ainda não percebeu que em momentos incertos como este preciso do apoio e suporte de todos. Admito que tenho medo do que aí vêm, tenho medo do incerto, tenho medo de não estar à altura, tenho medo de falhar, tenho medo de não conseguir. Sinto que não tenho capacidades para o que aí vem, mas sei que tenho de arriscar, porque sei se não o fizer ficarei sempre com a dúvida que podia tentar e não o fiz por medo.
Em resumo estou apavorada porque odeio falhar. Neste sentido é que preciso do apoio de todos. Preciso que confiem em mim e que me dêem forças para avançar. Para dúvidas e receios basto eu. Precisava de ter um pai animado por mim, que confiasse no que valho e que me desse aquele sentido de protecção e convicção que tanto preciso. Preciso tanto do seu apoio. Mas não, ao invés disso, ele tentar corroer a minha esperança, tenta, de forma subtil, dissoadir-me, enfranquecendo-me com ideias negativas onde o foco principal é que tudo vai correr mal. Está-me sempre a dizer o mesmo, colocando-me para baixo. Parece que tem prazer em colocar-me o pé em cima.
Espero sinceramente que ele não tenha razão em nada do que disse, que eu consiga ser aquilo que quero, que consiga orgulhar aqueles que me apoiam, que consiga ser alguém na vida, que consiga dar resposta às expectativas que depositaram em mim. Espero que o futuro me reserve aquilo que tenho vindo a idealizar. Desejo tanto aquele futuro. Por favor, rezem por mim.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012


Uns óculos não ajudam a ver melhor uma realidade que não se quer enxergar. Acho que quando o fim da estrada chega, não podemos ficar à espera que as coisas mudem. Temos de ser crescidos e maduros o suficiente para assumir o fim das coisas, empacotar e arrumar as memórias e deixar ir. Seguir um novo rumo, um novo destino. As memórias são boas mas não dão vida, não alimentam o dia-a-dia, apenas nos deixam um sorriso na cara quando nos lembramos delas, nada mais. Não vale a pena colocar pensos rápidos em coisas que já estão arrumadas à muito tempo. Não dá mais. Não dá.
O ser humano tem de ser audaz e soltar as amarradas do passado e construir o seu futuro, no trilho do presente.

sábado, 10 de dezembro de 2011

As coisas nunca vão acontecer quando essas coisas não são prioridades, porque por mais que se diga o contrário, o inevitável torna-se a repetir. Há escolhas que são como as auto-estradas, uma vez escolhidas já não se pode voltar a trás. Podemos acreditar, podemos sonhar mas se não colocarmos em acção o que dizemos, as coisas nunca vão sair da sepa torta. Já a minha avó me disse hoje "o que não tem remédio, remediado está. Agora o tens de fazer é continuar sempre como tens sido, de cabeça erguida e continuar o teu caminho. Estou muito orgulhosa de ti".
No fim de contas tudo não passa de uma cassete, toca, toca, toca, chega ao fim, faz-se Reward, e pumba Play outra vez. E que tal mandar a cassete à merda e ter tomatinhos suficientes para dizer tudo o que se passa? e assumir que é preciso comprar um Mp3? Devo ser a única a achar que as cassetes já deram o que tinham a dar e que se não se mudar, ela acabará por se estragar de forma irremediável. Já pensaram que se calhar é melhor mudar a cassete para um MP3 novinho, antes de ter o desgosto associado ao fim da cassete? Reparem até que o desgaste da cassete já é evidente, ela já anda a dar sinais de estar a dar as últimas... Acreditem no que vos digo é preferível dar o salto qualitativo, do que viver sempre no mesmo circulo de aparente conforto, não sejam hipócritas... Atentem no que vos digo... Atentem...

sábado, 3 de dezembro de 2011


Gostava de ser mais relaxada e descomplexada, mas como toda a mulher, eu sou em proporções industriais. Sou um abuso. Não consigo relaxar, não consigo não me preocupar e não consigo desvalorizar alguns aspectos que me deixam de cabelos em pé.

Preciso de ir para uma ilha paradisíaca sem regresso.

terça-feira, 11 de outubro de 2011


Quero que o dia me sorria. Quero sorrir para o dia. Quero

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Obrigada pelo apoio, carinho e dedicação. Fizeste-me sorrir. Fizeste com que eu não me deixa-se cair. :)


Relativamente ao outro aspecto de vida, ainda está tudo em aberto. Agora é esperar o que vai acontecer, esperar pelas noticias que haverão de vir. Algumas coisas já mudaram mas espero sinceramente que descubra o que se passa. Acho que estamos mesmo a precisar saber isso para pudermos tomar medidas.
Por mais que se tente, o mundo gira sempre para o mesmo lado. Não há nada a fazer e já nem adianta tentar mais. é da natureza das coisas e por mais que tente volta sempre ao mesmo. Basta.

Hoje vais ao médico e eu espero que seja desta que tomes consciência de tudo. Espero também que ela se desbronque toda para ver se atinas. Tenho medo é certo mas é para o teu bem e, independentemente do que vier, eu estarei sempre aqui.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

"Adoro" quando as pessoas não dizem tudo, se engasgam e quase-quase que dizem mas depois arrependem-se mas eu entendo o dito-por-não-dito. Se querer esconder, escondam. Mas aprendam a fazê-lo como deve ser, sim? é um favor que me faziam.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

It's true.


As coisas mudam bastante. Os amigos (será que eram?) desaparecem, dissipam-se nos tempos e deixam de ser quem eram. Mas acima de tudo a vida não para e ainda bem.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

"Adoro" quando as pessoas me consideram criança ou adulta consoante o que lhe dá mais jeito.

Por mais que o comodismo seja a regra, eu serei sempre a excepção porque vou remar contra a maré até que as minhas forças acabem. Como diz a minha avó "és uma revolucionária". E eu gosto de ser assim. À que lutar pelo que se acredita e se quer.

A passividade e o conformismo fazem-me uma certa comichão.


As pessoas são "engraçadas" porque se queixam daquilo que têm mas quando alguém propõe fazer algo para mudar o que está mal, ninguém se mexe. Depois é ver desculpas atrás de desculpas para não mexerem o "rabinho". As coisas podem estar erradas mas fazer alguma coisa para mudar isso é que não pois parecendo que não dá um certo trabalho e se houver alguém (tipo eu) que decida mudar tanto melhor, ou seja, eu dou a cara e faço um trabalhinho e elas ficam com os resultados. É por causa deste comodismo e passividade que este país não vai para a frente. É óbvio que não com pessoas assim. ao menos não critiquem o que está feito porque directa ou indirectamente essa gente não faz nada para alterar isso. Irrita-me estas pessoas a sério. Pior pior é que quando se pede para ajudar numa pequena coisa, deixam de responder ou procurar outras desculpas esfarrapadas. Por amor de Deus. Cresçam e mexam-se.

terça-feira, 13 de setembro de 2011


A vida é feita de momentos, uns bons e outros menos bons. feita de encontros e desencontros. De vindas e de despedidas. E nós temos de nos saber adaptar às circunstâncias, aprender com elas e move on. But nem sempre é uma tarefa fácil e por isso é que existem aqueles que nos querem realmente bem. Eles têm o encanto de nos encaminhar, nos afagar a cabeça e de nos contrariar quando estamos errados. Só que, por vezes, perdemos o trem certo e deixamos passar muita coisa e aí não podemos voltar a traz. Resta-nos reescrever a história e voltar a acreditar no que outrora foi real. É isto que falha. As pessoas teimam em ver o trem passar e resignam-se à passividade e não fazem nada para mudar o que está mal. Outras querem apanhar dois trens ao mesmo tempo, ou seja querem ser e estar presentes ao mesmo tempo. Querem um trem mas também querem o outro. Querem ter uma segunda escolha, na falta da primeira e isso não pode ser quando se trata de pessoas. É preciso sensatez nas escolhas da vida. ´Nem sempre é fácil, eu bem sei. E acreditem ou não eu já cai nestas borradas todas, errei, erro e contigo a errar, portanto não sou ninguém para julgar o ser humano porque eu, oh eu, estou carregadinha de mal-formações.
Continuo à espera que as coisas melhorem mas cada vez mais acho que as pontas soltas que temos jamais se vão voltar a juntar como dantes. Já aconteceu tanta coisa, já fomos para caminhos opostos... não sei se haverá remédio para o está. Está tudo tão mudado. Tão diferente.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011


A vida é uma charada, já todos nós sabemos... mas há histórias que se repetem e isso está a acontecer connosco... Os contornos são muito parecidos mas o melhor de tudo é que estou a adorar esta aproximação e esta partilha de vivências. E nestas confidências que se constroem grandes amizades e eu acho que estamos na presença de uma. :)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011


Acho mesmo que a minha vida está a mudar de rumo... não sei muito bem explicar mas sinto que tudo está num turbilhão de mudanças, pode até ser fruto da minha imaginação, mas é o que me parece. Acho que há ciclos que estão a fechar (e ainda bem) e noutras perspectivas estão a surgir. Gosto da mudança a acredito que ela faz falta. No meu caso está a saber-me pela vida. Gosto de me sentir a mudar e de sentir o crescimento e a maturidade. Venham eles.