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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Invariavelmente regressamos sempre à mesma encruzilhada como se nos dissessem "não renegues a tua essência". Existem fenómenos que não podem ser mudámos porque fazem parte do íntimo de cada pessoa. E é assim que tem de ser, é preciso termos a habilidade de assimilar e acomodar essas concepções, aceitá-las e adaptarmos a elas. Porque no fim de contas o destino acaba sempre por nos mostrar aquilo que teimamos em não enxergar. Porque no fim tudo tem o seu tempo. E como dizia a música "tudo passa, tudo muda".

(P.F, 2011)
"sou adepta das pessoas, sou apaixonada pela condição humana e toda a complexidade emaranhada que a caracteriza. A paixão está nas entranhas idiossincráticas e mutáveis de cada ser, que, apesar de aparentar constância, está embebido no espírito metamorfósico que o leva ao desejo de ser mais do que aquilo que consegue idealizar"

(P.F, 2011)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Excertos de mim:



"os relacionamentos afectivos que se iniciaram através das redes sociais são mais sólidos, consistentes e duram muito mais tempo. O auto-conhecimento de ambas as partes é muito mais profundo, sendo que há uma grande partilha de segredos e inconfidências, uma vez que o diálogo foi sempre sendo estimulado ao longo dos tempos. Por outro lado, houve um período de aproximação afectiva sem que houvesse uma entrega física. Antes do contacto físico, houve um momento onde se criou uma ligação afectiva forte, os laços tornaram-se indestrutíveis. A química foi crescendo, a vontade de estar com a outra pessoa aumenta exponencialmente. E assim surge a paixão e o amor. Surge e sobrevive sempre. Apesar das adversidades, o sentimento está sempre presente em cada ligação, em cada gesto, em cada olhar, em cada abraço e em cada beijo."

(PF, 2011)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Excertos de mim:


A noite cai depois de mais um dia de Outono, lembrando assim que um novo mês acaba de chegar. Este recém-chegado vai trazendo aos poucos algumas mudanças... o ciclo de vida passado encerrou, dando espaço ao nascimento de uma nova etapa de vida. Acho que vou encetar uma "limpeza" geral à minha vida e a aspectos que ficaram pendentes. Sinto, de forma cada vez mais intensa, o acelerar do processo de mudança. Acho que é a maturidade a apoderar-se de mim, que vai aniquilando, a pouco e pouco, alguns medos, inseguranças e incertezas. Vejo as coisas de forma mais clara e concisa. Sinto que não sou mais uma criança e que preciso do meu espaço e de ser eu própria, independentemente dos outros. Os meus gostos estão a mudar, mas os meus sentimentos mantêm-se fortes com a certeza de que são genuínos. Os outros dissipam-se ao longo dos tempos. Sinto que, neste momento, sou acarinhada por muitas pessoas, deixando-me com a certeza que saí do casulo onde andei escondida do mundo. Espero que a borboleta seja forte e capaz de explorar aquilo que deseja. Não gosto de gente, já o meu querido professor o dizia, mas sou apaixonada por pessoas. As pessoas são complexas, diferentes, interessantes, previsíveis e imprevisíveis, moldáveis e dotadas de muitas faculdades, algumas até impensáveis. Gosto de observar os jeitos, movimentos, olhares, nuances e subtilezas de cada ser. Partilho, com toda a intensidade, aquilo que sinto com aqueles por quem nutro uma coisa essencial à vida: a confiança. Sigo os meus valores e crenças que considero ser a minha filosofia de vida, não havendo nada que me faça contrariar ou mesmo subverte-los. Erro, sim erro muitas vezes, sou imperfeita como qualquer pessoa, desde o homem rico multi-milionário até ao simples varredor de uma ruela da Ericeira. Falho quando sinto que não dei o suficiente de mim própria ou quando sigo um caminho que me corta a capacidade de ir mais além. Falho sem querer, mas também erro por teimosia que ultrapassa as normas da persistência. Falho cegamente quando me deixo iludir por quem não merece, porém, talvez isso não seja falhar, mas sim seja uma forma de, apesar de tudo, acreditar que cada um de nós tem um fundo de verdade. Preciso ainda de me convencer que nem tudo é feito com a melhor das atenções, se calhar eu até sei mas prefiro acreditar e alimentar alguns sonhos que me dão asas para voar. Tenho a mania que quero tudo e quero mesmo, não me envergonho de admitir que tenho sonhos ambiciosos. Para mim é um orgulho ter a capacidade de sonhar e idealizar um futuro melhor para mim e para quem me rodeia. Porém tenho a consciência que nem tudo se resume ao sonho. O sonho é apenas uma alavanca para toda a acção que se desenrola, é uma espécie de incentivo adicional, mas muito poderoso, que me faz colocar as tropas a funcionar e lutar, com muita persistência, esforço e dedicação, por aquilo que quero. É também preciso ter em consideração que, para ter aquilo que se quer, é necessário estabelecer prioridades e saber abdicar de algumas coisas, de modo a que o foco atencional se mantenha naquilo que realmente importa. Todavia nem tudo é assim tão linear, dado que as derrotas também são uma vertente da vida e devo dizer que lido muito mal com elas. Fico frustrada quando não consigo aquilo pela qual dei no duro. Fico frustrada quando não consigo aquilo que idealizei para mim, embora tenha a noção que, por vezes, sonhe demais. Contudo estas frustrações não me fazem parar... sofro é verdade e, às vezes, não é pouco, mas servem para redireccionar os meus objectivos, perspectivar novas alternativas e pisar novos trilhos, porque eu acredito que tudo tem um propósito (por vezes desconhecido) e se não consegui algo tenho de aprender com isso e reconfigurar outros horizontes. Amar é o verbo principal da minha vida, juntamente com acreditar, sonhar, lutar e viver. Sou esta imensidão de complexidade e acreditem... isto é só um mero pedaço da multiplicidade de partes que compõem o meu ser idiossincrático.

(PF, 2011)
O amor faz com que sejamos aquilo que desejamos ser.
♥

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Eu não costumo fazer isto


mas a pedido de várias famílias, que é como quem diz a pedido do meu excelso namorado aqui fica uma pequena frase que lhe enviei por sms e ele achou que seria importante publicar aqui no cantinho das palavras:

"Tu adoças os meus dias"

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Um "H"omem tem:


de saber mesclar a força e a delicadeza necessária para seduzir uma mulher, de forma a que ela liberte, lentamente, a sua doçura. A dança da química é feita a dois compassos, onde se fundem os ingrediente necessários para a erupção do vulcão da paixão. Os corpos entrelaçam-se, tornando-se um elemento carregado de energia que se vai intensificando em cada beijo. Abraço após abraço é mais uma acha na fogueira que vai ardendo cada vez mais... As almas ardem de desejo quente que as consome, soltando-se gritos de luxuria envolta em apertos de prazer que ficam gravados na pele como se de uma tatuagem carnal se tratasse. O relógio avança, e o desejo caminha em passos largos rumo ao desfecho tão desejado onde já nada mais tem controlo... a agitação cresce cada vez mais, o sangue corre nas veias de forma descompassada, os corpos húmidos transpiram de prazer até ao cume da paixão... até que se dá o grito final sempre de olhos nos olhos... onde a intensidade rebenta numa explosão de amor... segundos terminados, a tranquilidade envolve os dois num suspiro de cumplicidade, as almas repousam sempre juntas num abraço ainda quente que os une para toda a eternidade"

(PF,2011)

quarta-feira, 27 de julho de 2011


beijo que é beijo não é dado sem razão... é dado com o coração
♥


(PF,2011)

segunda-feira, 25 de julho de 2011

"Nem sempre a experiência de vida significa saber o que é amar"

(PF, 2011)

terça-feira, 28 de junho de 2011


"abri os olhos... acordei a meio da noite não sei porquê nem como... estive pensativa durante algum tempo, tudo me ocorreu no pensamento e, de repente, aquilo caiu. Assustei-me e fiquei cismada - será um sinal? - voltei a adormecer!"

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Excertos de mim:

" Um dia acordaste e viste o mundo tal e qual como o sonho cor-de-rosa que tiveste no outro dia!"
PF, 2011

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Excertos de mim:


"depois de voltas e reviravoltas a senhora continua a chegar ao mesmo ponto, ao mesmo lado do novelo que ela puxa infinitamente na ânsia de encontrar alguma nuance de esperança, um resto de tudo, um resto de nada...Mas o final será sempre sempre o mesmo, restando apenas o nó amargo na boca, o sentido de incompetência e o aroma do medo que petrifica qualquer réstia de mudança... ela está anestesiada pela impotência que a amarra ao passado, não a permitindo seguir a luz do futuro que, apesar de a cativar, não é suficiente para a arrastar na maré do incerto. E pouco a pouco a sua carapaça torna-se cada vez mais dura e impenetrável, a expressão facial torna-se baça e sem cor e nos olhos apenas se vê réstias de lágrimas mal choradas e mal vividas. Ela vive mas a sua alma morreu na sede de esperança... Mas vai ressuscitar, vai pois..."

PF, 2011

Excertos de mim:


"Acordaste e abriste a janela... Ficaste a contemplar os primeiros raios de sol, enquanto tomavas o teu café acabado de ser entregue pela empregada de cabelos louros. Sorriste... Pegaste no telefone timidamente e sem saber muito bem o que fazer, decidiste finalmente ligar para ela. Em cada segundo que a Lénia não atendia, o nervosismo de Carlos aumentava, o coração palpitava de forma tão acelerada e cardíaca. Até que ele ouve a voz doce e rouca, mas tão sensual, de Lénia, mas as forças faltam e escasseiam, a voz não saiu, ficou presa num suspiro amarrada pelo aperto do coração e pela paixão que bloqueia qualquer acto racional. Desligou... Ele, ainda meio desorientado, vestiu a roupa que tinha à mão e saiu desvairado, apenas com aquele pensamento "ela não pode casar sem antes saber o que a amo". O caminho escolhido foi a igreja Matriz do Seixal, pagou o táxi e saiu mas o coração parecia ter vida própria pois conduzia aquele jovem, desorientado e incapaz de fazer o que é que fosse de forma consciente... Carlos estava mesmo embebido em toda a magia daquele momento, aproximou-se de forma apressada da porta da Igreja... Lénia saiu do carro do seu pai, linda, deslumbrante, iluminada com um vestido longo, sensual, de cor pérola com apontamentos brilhantes mas não tão esplêndidos como os seus olhos cintilantes... Carlos aproximou-se devagar no meio daquela multidão, o seu coração estava a rasgar por dentro mas a sua coragem estava a desvanecer-se em cada passo que dava... Quando chegou o momento da verdade, Lénia recebeu em seus braços, Pedro, que saiu da igreja para receber a sua mulher, mulher que sempre foi cobiçada pelo seu melhor amigo... O abraço foi tão intenso, rodeado por uma aura multicolor que Carlos petrificou, ficando impávido e e sereno a ver aquele cenário de eloquência, misturando por um lado a felicidade de ver nos olhos da sua amada uma felicidade imensa, mas por outro o gosto amargo da derrota e da dor da perda de algo que foi sendo fomentado e fantasiado durante longos anos... Baixou a cabeça e desapareceu no meu das gentes que admiravam a história de amor de Lénia & Pedro"

PF, 2011

domingo, 19 de junho de 2011

Excertos de mim:

"Um dia ela partiu... partir sem deixar um bilhete, um fio da réstia que os unia... Foi corajosa e ao mesmo tempo cobarde porque não conseguiu lutar por uma guerra perdida, mas teve a audácia reconhecer a derrota e ir em busca de um novo amanhecer que lhe proporcionasse novas formas de pintar o seu destino"

PF, 2011